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Enviado por:
Usuario Anônimo 27/06/2026
Respondido por:
Dr. José Cerqueira Dantas
Dr. José Cerqueira Dantas CRM - 473

DR EU LEVEI UMA QUEDA A CERCA DE 10 DIAS FIZ UMA R.M AI NO MEDCLUB E O RESULATDO FOI ESSE - ESTOU AGUARDANDO PARA DAR O RESULTADO AO MEDICO, AI DO MEDCLUB MESMO.

MAS ANALISANDO ESSE LAUDO, O QUE O SENHOR CONSIDERA? ACREDITA SER GRAVE?

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA DO TORNOZELO DIREITO
(04 filmes)
 
TÉCNICA:
Realizados cortes multiplanares com sequências ponderadas em T1 e T2, sem contraste endovenoso.
ACHADOS:
Fratura oblíqua no terço distal do maléolo fibular lateral, associada a edema da medular óssea circunjacente, sem desalinhamentos significativos.
Edema ósseo pós-contusional no maléolo tibial medial, notadamente em seu aspecto posterior, sem fraturas.
Leve edema ósseo de aspecto pós-contusional no terço lateral do tálus, em seu aspecto anterior, sem fraturas.
Edema ósseo pós-contusional no terço externo do cuboide, também sem fraturas.
Edema na medular óssea da base do 2° metatarso, com questionável fratura, de avaliação limitada por inclusão parcial desta estrutura nas imagens obtidas. A critério clínico, realizar estudo específico do pé.
Leve edema ósseo cuneometatársico do 1° raio, de aspecto pós-contusional, também parcialmente incluso no estudo.
Demais estruturas ósseas com morfologia habitual.
Ligamento talofibular anterior íntegro, notando-se edema dos planos mioadiposos circunjacentes. Demais ligamentos laterais, complexo ligamentar deltoide e sindesmose tibiofibular distal preservados.
Distensão líquida da bainha tendínea dos fibulares, sem roturas, inferindo tenossinovite. Os tendões propriamente ditos encontram-se preservados.
Demais estruturas tendíneas de morfologia habitual.
Infiltração edematosa da tela subcutânea em planos adiposos ao redor do tornozelo, sobretudo na face lateral, com delaminações líquidas associadas, sem coleções.
Demais planos miotendíneos sem particularidades.
Pequeno derrame articular tibiotalar e subtalar posterior.
Superfícies condrais de espessura e contornos normais, incluindo o domus talar Feixes neurovasculares sem alterações ao método.
Tendão calcâneo e fáscia plantar anatômicos. Não foram caracterizadas lesões expansivas.

conclusão

Solicitante: FRANCISCO FÁBIO SOUSA SILVESTRE
1. Fratura oblíqua no terço distal do maléolo fibular lateral, associada a edema da medular óssea circunjacente, sem desalinhamentos significativos.
2. Edema ósseo pós-contusional no maléolo tibial medial, notadamente em seu aspecto posterior, sem fraturas.
3. Leve edema ósseo de aspecto pós-contusional no terço lateral do tálus, em seu aspecto anterior, sem fraturas.
4. Edema ósseo pós-contusional no terço externo do cuboide, também sem fraturas.
5. Edema na medular óssea da base do 2° metatarso, com questionável fratura, de avaliação limitada por inclusão parcial desta estrutura nas imagens obtidas. A critério clínico, realizar estudo específico do pé.
6. Leve edema ósseo cuneometatársico do 1° raio, de aspecto pós-contusional, também parcialmente incluso no estudo.
7. Ligamento talofibular anterior íntegro, notando-se edema dos planos mioadiposos circunjacentes.
8. Tenossinovite dos fibulares, de provável etiologia reacional pós traumática.
9. Infiltração edematosa da tela subcutânea em planos adiposos ao redor do tornozelo, sobretudo na face lateral, com delaminações líquidas associadas, sem coleções.
10. Pequeno derrame articular tibiotalar e subtalar posterior

Minha impressão é que seu prognóstico é bom. O laudo descreve uma fratura estável do maléolo lateral, sem desvio e sem lesões ligamentares importantes, o que frequentemente permite tratamento sem cirurgia. O aspecto que merece atenção adicional é apenas a possível fratura na base do segundo metatarso, que pode justificar um exame específico de R.M. do pé se houver dor localizada nessa área.


Até retornar ao ortopedista, eu recomendaria tratar esse tornozelo como se a fratura precisasse ser protegida, já que ela existe e, embora pareça estável, ainda está em fase inicial de consolidação.

A conduta mais prudente é:

-Usar uma bota imobilizadora (Walker), evitando movimentações desnecessárias do tornozelo.

-Evitar apoiar o peso no pé ou, se o apoio for inevitável, fazê-lo apenas parcialmente e com auxílio de muletas ou bengalas, até a reavaliação.

-Manter o membro elevado sempre que possível, acima do nível do coração, para reduzir o edema.

-Aplicar gelo por 15 a 20 minutos, 4 a 6 vezes ao dia, protegendo a pele com um pano. Não realizar massagens nem tentar “soltar” o tornozelo. Evitar dirigir, subir escadas repetidamente ou fazer caminhadas longas.

-Para dor, podem ser utilizados analgésicos usuais. Os anti-inflamatórios podem aliviar a dor.

.

Fora isso, o laudo é tranquilizador: a fratura parece sem desvio, os principais ligamentos estão preservados e não há ruptura tendínea. Essas sãocaracterísticas que frequentemente permitem tratamento conservador, sem cirurgias, com boa recuperação.



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